31 Julho 2014

Vamos às noticias antes que passem de validade


Estive de férias em Lisboa uns valentes 20 dias. Quando uma pessoa vive ou tem família fora as férias passam inevitavelmente por ser "cá" dentro, no ninho, que é onde mais apetece estar. Os último anos têm sido sempre assim e embora já comece a apetecer voltar a ter férias como dantes, este ano tinham mesmo de passar por Lisboa por causa de alguns eventos que tomaram conta dos nossos dias.

Primeiro, a minha festa de 30º aniversário. Numa noite muito fria (como todas por aqui), quando cheguei a Glasgow depois das férias do Natal e me preparava para enfrentar um Ano Novo em terras estrangeiras lembrei-me "Caraças! Este ano eu faço 30!" e imediatamente... VOU FAZER UMA FESTAAAA!

Um dos hábitos que tenho vindo a reforçar com a idade é não pensar em impossíveis. Geralmente as pessoas com os anos vão morrendo por dentro, perdem o entusiasmo, tornam-se preguiçosas, qualquer entrave custa bilhões de esforço. Não percebo porquê se o tempo só nos mostra que somos capazes de muito mais do que aquilo que achamos mas mesmo assim, a morte espiritual acontece (e para mim é a pior morte de todas). Assim que tive o pensamento maluco veio-me o segundo, mais ponderado "Ó rapariga, tens 80% dos teus amigos espalhados pelo globo, tu não estás sequer a morar em Portugal, não achas um bocado complicado?"E a seguir veio a decidida "Pois sim, mas estamos em Janeiro e a festa é no verão. Há tempo mais que suficiente". No dia a seguir estava a mandar email ao Farol Hotel, em Cascais para fazer o meu jantar. Nem pensei duas vezes (no sitio). Se a maluqueira nasceu assim, que assim seja.

15 convites enviados, uma visita em Abril (já lá tinha estado antes mas na altura estava longe de imaginar que um dia viria a fazer um jantar ali e queria ver melhor a sala e o espaço), uns 36 emails depois (o Tiago, coordenador de eventos, fez o favor de os contar) estava quase tudo alinhavado. Quando cheguei a Lisboa só me faltava escolher as flores para a mesa e o bolo.

A festa começou aqui, com a vista para o mar que tanto adoro



O jantar foi servido lá dentro numa sala privada só para nós. O bolo escolhido foi um semifrio de maracujá porque andava cheia de saudades de um bolo ligeiro com sabor a fruta fresca.



Quando fazia a distribuição dos lugares apercebi-me de uma coisa: a maioria das pessoas não se conhecia entre elas e fui assaltada por um "ó meu deus isto pode ser uma grande cagada. E se a conversa não fluir?" No final foi mesmo só o susto porque a conversa começou e não parou até às 3 da manhã! O ambiente foi tão bom, tão variado, tão divertido e gostei tanto de os ter a todos juntos (os que puderam vir) que repetia tudo mil vezes! Já tinha feito um lanche de amigas nos meus 25 (que na altura conheciam-se quase todas) mas desta apeteceu-me fazer algo mais formal e para mais gente. Desta vez vieram casais e até bebés! foi muito giro reparar nas diferenças das festas. Posso dizer que foi um sucesso? Posso. Foi um sucesso do inicio ao fim!

Para a próxima só mudo uma coisa: ter um fotógrafo. Não gosto muito de tirar fotografias (só a evolução da minha orquídea) e detesto estar num evento a pensar eternamente no click, não tenho paciência. "Ou documento ou vivo" é esse o meu lema, mas gosto de ficar com um registo para mais tarde por isso a solução é ter alguém que capture esses momentos por mim para que eu possa desfrutar deles durante e depois. Confesso que me lembrei do fotógrafo, depois achei que afinal toda a gente acaba por tirar fotografias e se calhar não seria necessário mas afinal o pessoal ficou tão absorvido nas conversas que não houve uma foto que fosse e só se dispararam flashes na hora do bolo. Depois dei por mim já no fim do serão a capturar à maluca para tentar agarrar os poucos momentos que ainda tínhamos. Claro que me faltaram pessoas e momentos, mas para a próxima não falta!

Para mim escolhi um macacão Max Mara que já tinha usado numa ocasião anterior mas que adoro, uns brincos dourados comprados no dia antes (custa-me tanto escolher brincos compridos que vocês não têm ideia), uma pulseira linda do inverno passado e que ainda não tinha usado e uns sapatos pretos nada baixos.





Apesar de todo o cuidado que tenho com o sol apanhei um escaldão nas costas no meu segundo dia de praia (querido Guincho... tu e eu nunca seremos amigos, verdade?) que me limitou muito as idas à praia nos dias seguintes mas não fez mal, afinal de contas monotonia é coisa que não fez parte destas férias. Afinal de contas em Setembro a nossa família assistirá a um acontecimento ainda maior...


A Mafalda vai casar! 


Se organizar uma festa de anos à distância é um desafio, imaginem um casamento! Mas nada que detenha a mana mais nova... nem a nós. Desde Fevereiro que temos estado adiantar o que nos era possível: a Quinta, os convites, a decoração das mesas, a papelada, a Igreja, o coro, o Padre... Mas há coisas que só se podem fazer em pessoa e o vestido é uma delas. Chegou de Angola um dia depois de mim e umas horas depois voámos directas para a modista. Entretanto já vi a primeira prova do vestido e está ESPECTACULAR! Mas não posso dizer nada, terá de ficar para Setembro. Parece que ainda falta muito mas Setembro está já ao virar da esquina. Deduzo que a fase mais agitada comece agora mas par já está tudo zen. 

Aqui a madrinha também está calma. Já tenho o vestido, agora falta o resto (e já se sabe que o resto é muita coisa) para completar a toilette (adoro esta palavra que muito usa a minha avó!) mas conto ter tudo pronto nas próximas semana, que agora nos saldos está tudo depenado e não se encontra nada. Para já o que mais me preocupa? Ajeitar a noiva em condições de entrar na Igreja sem lhe pisar o vestido! Pancas. 

E é isto. Vou dando noticias dos próximos acontecimentos :)



28 Julho 2014

Vamos falar de flores



Venho aqui dar conta da minha orquídea, aquele ser vivo que não só me enche de cor as manhãs como me traz surpresas todos os dias.

Se bem se recordam depois de um muito longo período fértil que durou de Setembro a Dezembro, cheguei de férias de Natal e vim encontra-la a definhar, coitadinha. Seguiram-se meses de cuidados esmerados em que nada acontecia. Era um dar de beber a galhos verdes (que graças a deus não ficavam amarelos) mas sem saber o que sairia dali a seguir até que em Abril chamei ramo ao coto que lhe saia por ali a fora e em Maio já estava assim (na altura documentei aqui.)

1 de Maio 2014

Antes de continuar devo dizer que esperava a todo momento que a tipa me dissesse: "fico por aqui, já não me reproduzo mais" mas não. Cada semana crescia a olhos vistos para assombro meu e alegria da minha assistente. Aqui vai a progressão semana a semana.

5 de Maio 2014
Atentem ao pedacinho de fio dentário que a minha assistente usou para agarrar o novo rebento. Quando vi parti a rir!

19 de Maio 2014

28 de Maio 2014

29 de Maio 2014
Sim, estas duas últimas fotos têm 1 dia de diferença

5 de Junho de 2014

16 de Junho de 2014.
É a primeira orquídea que tenho que não só me sobrevive à temporada em que a compro como me faz o inverno inteiro e me da flores a dobrar (!) no ano a seguir, daí o meu êxtase. A melhor parte é que foi uma orquídea do Ikea, bem barata até para o preço que têm as orquídeas. Quando penso nos exemplares de 30 e 60 euros que já foram para o lixo fico ainda com mais orgulho da minha pequena, coisa mai linda da minha pessoa. É rija, a tipa.

Truques? Perguntam vocês. Bom, o sistemas de regas foi caricato. Enquanto eu adoptei a ideia do "duche" que tanto gosto e que fiz em exclusivo desde que a Setembro passado a Março sensivelmente (muitas orquídeas já me morreram podres e ensopadas com água a mais), já a minha assistente (mais taradinha por orquídeas do que eu) opta pelos banhos e assim que viu o segundo ramo a crescer, decidiu tomar também conta dela e toca a mergulhá-las. 

Durante meses fiz-me de esquecida e não comprei o 2º vaso que ela tanto pedia para fugir à técnica do ensopamento. Acabei por ceder por motivos puramente estéticos: ter um vaso de plástico com as raízes à mostra fica um bocado desleixado. A partir desse dia o sistema de regas tornou-se uma espécie de "o gato e o rato": Eu dava-lhes o "duche" semanal como tinha vindo a fazer e a minha assistente puxava o vaso, via que não havia água nenhuma e toca a enche-lo e a mergulhar a planta. Eu estremecia-me só de ver e quando ela não estava ia lá e esvaziava o vaso. Ela devia pensar que a planta era uma bebedora voraz, mas como me cansei de argumentar e ela jurava a pés juntos que fazia o mesmo com as delas e estavam lindas, não tive hipótese portanto, se me perguntarem se é melhor água a menos ou a mais a resposta é: não sei. Não faço a mínima ideia do que é que ela gostou mais mas o que interessa é que tem duas pernadas quando a trouxe só com uma e está magnífica. 

Continuo a achar que deixá-las mergulhadas em água apodrece os bolbos. Tenho uma teoria, a casa da minha assistente (pelo que ela me conta) é muito quente e no meu gabinete tenho a planta ao lado de uma janela que nunca se abre mas que leva com sol o dia todo e isso pode ter evitado que os banhos da minha assistente a matassem e a planta tenha resistido ao afogamento.  

Nunca pensei que aqueles brotes minúsculos se fossem transformar no que são hoje. 

A orquídea hoje à tarde.
Está ou não está magnifica? Tem assim uma aura nipónica colossal...



27 Julho 2014

A carta



Li uma carta 5 anos depois. 

Bolas como o tempo passa depressa...! Lembro perfeitamente do dia em que a recebi. "Importas-te se eu não a ler ou queres mesmo que o faça?" Estava tão cansada de conversas, explicações, tentativas e argumentos que só queria congelar o tempo ou desaparecer, não ouvir mais nada. Não tinha forças para mais. A pergunta podia parecer absurda mas não entre nós. "Não, é como quiseres". Sempre gostei do respeito que tínhamos um pelo outro. Umas das melhores coisas que aquela relação teve foi essa. Tive muita sorte.

A carta ficou esquecida até hoje, dia em que uma arrumação lhe deu luz de novo. Acredito que há momentos que têm o seu momento (e repeti de propósito). Este foi um deles. Uma carta que poderia ter sido um sufoco há 5 anos atrás foi, esta noite, absolutamente inócua e de certa forma apaziguadora.  5 anos.  É por isso que cada dia vivo mais devagar.



26 Julho 2014

Back!


Depois de ter mandado vir o carregador errado e ter de esperar uma semana pelo outro parece que finalmente o pc voltou a ganhar vida! Uma pessoa hoje em dia já não faz nada sem esta caixa... Hoje voltei a ganhar o pio. Estou imensamente feliz!



23 Julho 2014

Priceless


Encontrar a tua primeira  paixoneta no FB (14 anos) e constatar que esta lindo que dói, tem o sorriso de sempre, o ar másculo que tanto gostaste e de repente notas que o teu coração disparou estupidamente para umas 250 pulsações por minuto e estas à beira de um colapso Ahaha!

Opa... Tantos olhares rodaram naquela sala de aula... como é que é possível que nunca tenha acontecido nada!!! Ah espera, numa excursão à Serra estendeu-me a mão para me ajudar a descer de um penhasco. Quando vi a mão estendida fiquei sem ar e saltaram-me os olhos das órbitas (só não me lembro exactamente se a ordem foi esta) mas quando a senti então quase tive outro ataque nervoso! Muito me chelico eu...

Raio do coração que ainda está aos saltos.



22 Julho 2014

Uma dúvida que me assiste



Porque é que o cabrão deste céu só fica azul às dez da noite?




(e sim, isso que estão a ver é uma janela peçonhenta mas já não ligo mais à imobiliária. Devem achar que sou uma exagerada)


16 Julho 2014

Anda tudo bem por ai???

Tenho sido uma blogger miserável,  eu sei mas o ritmo tem andado alucinante e os meus dias não esticam. Alem do mais, o carregador do pc decidiu pifar (eu perdou-te rapaz, já rendeste o investimento) e aqui usam uma voltagem diferente para os pcs de modo que tenho de mandar vir um de portugal (estive la ha uma semana e nao me lembrei. Burra!! Eu nao digo que ando num lufa-lufa?)

Conclusao, tenho muitas coisas para contar mas pouco tempo para o fazer. Qualquer dia as noticias passam de validade, como os iogurtes, mas vou tentar actualizar as noticias em temoo útil.  Entretanto, e para que tenham muita peninha de mim (não tenham que eu estou fina!) decidi partilhar com voces esta linda foto. Os desgraçados dos papeis ja estiveram na mesa de jantar, passaram para o sofa e hoje chegaram ao chão.  Basicamente vão sendo enxotados do sitio onde estorvam e não  ha quem lhes pegue, coitados. Ate la a minha vida continua num lufa lufa e a minha sala numa pocilga. Parece-me bem.

PS: post escrito no tablete (ahaha! adoro quando lhe chamam isso) e como tal nem olhei para atras para corrigir patavina. Estas coisas sao pequenas demais para a minha paciência escritora. Sorry.

09 Julho 2014

1 ano de Escócia


Estava em Portugal quando fiz um ano de Escócia. Cheguei ontem. 

Ao comparar esta com a minha primeira chegada as diferenças são muito engraçadas de sentir. Não pensem que vinha com medo, não vinha. Tive medo até me decidir mas quando o fiz ele foi-se. É incrível como as forças aparecem quando precisamos delas, é surpreendente como ganhamos confiança quando fazemos a coisa certa.

Quando pus os pés em Glasgow estava sol e frio. Olhei para a minha nova cidade com um espírito de "deixa lá ver o que vai sair daqui", que a meu ver é o melhor espírito com que se pode olhar uma situação que não conhecemos mas esperamos que corra bem. Não houve amor imediato, ainda não há. Existe uma simpatia e um convívio civilizado que muitas vezes é mais que bom. A adaptação foi fácil e rápida, mérito da cidade. Quando me perguntam quando volto, não sei se volto. Quando me perguntam se fico, não sei se fico. Os dias são vividos passo a passo porque fazer planos hoje em dia tornou-se absurdo. O que é certo é que tão depressa digo mal do tempo como me emociono quando avisto as planícies verdes desde a janela do avião.Vivemos um dia de cada vez e para já estamos assim muito bem!
















Imagens de Stonehaven, tiradas num passeio há um mês atrás. (com telemóvel e sem Photoshop. Juro que as cores são mesmo assim. A Escócia é linda.)



22 Junho 2014

Um "viva"...




Às pernas sem meias às 9.30h da noite.

(E ao meu bronceado escocés que está prestes a desaparecer)



A qualquer hora



Não tinha pensado avisar ninguém de que iria passar em Madrid porque tinha pouco tempo e queria estar com o Ber mas depois da conversa em dia fomos jantar a um sitio mesmo centrico e quando estava sentada senti remorços de estar ali tão perto e não dizer nada. Mandei uma mensagem e foi assim:



Donde estás en este momento?

Jajajaja en la pelu!!! (cabeleireiro)

Eso queda cerca del Vips de Ortega y Gasset?

Pues si!!! Estás aqui???? Me queda depilarme y tengo el coche aqui al lado, te veo???!!!!

Corre que me piro a las 9! Estoy en la terraza con Berni.

Voy!



Y passados 20 minutos tinha a minha amiga ali ao pé. Sem avisos, sem nada. A ultima vez que estivemos juntas foi há 3 anos!

Gosto de pessoas que não vêm impossíveis, que pegam na mala a qualquer hora e saem porta fora sem complicações. É certo que existe o factor sorte (como foi o caso) e possibilidade mas principalmente é preciso ter atitude, uma atitude que encontro em muito pouca gente! (E que me da "cabe dos nérves")